quinta-feira, 28 de maio de 2009

GUERRA DAS BUSCAS: LEIA-SE... PELA PUBLICIDADE CONTEXTUAL


Nos últimos dias temos sido bombardeados por campanhas de marketing e noticias relacionadas a uma “guerra” de mercado no monumental segmento de buscas na web, hoje dominado pela Google. Estou falando mais precisamente a entrada do sistema Wolfram (desenvolvido pelo cientista inglês Stephen Wolfram) e pelo anunciado lançamento de uma nova tecnologia desenvolvida pela Microsoft que atende pelo nome de Kumo.

Num ambiente onde proliferam Gigantescos projetos de serviços “gratuitos” como Buscas, redes sociais, compartilhamento de vídeos e por ai vai, a guerra que se anuncia e a guerra da publicidade contextual, cada vez mais personalizada e direta.

Mas isso acontece em meio a uma transição de hábitos e costumes que envolvem a sociedade como um todo, numa transição de analógica para digital e cuja extensão ainda nem conseguimos medir na integra.

Uma das coisas mais importantes da web representa a possibilidade de interagir e expandir conhecimento e experiências. Um dos maiores desafios e que as "redes sociais" ainda não resolveram (sequer arranham...) esta justamente relacionado ao fato de que as interações na maioria das vezes se apresentam bem superficiais e com pouca densidade para o potencial que "redes" representam. Um bom exemplo disso esta na Rede Plaxo ou no Facebook, dois dos que eu gosto mais: creio que não aproveitamos nem mesmo 1% do potencial de compartilhamento e geração de conhecimento que estas redes representam...mas estamos apenas no começo, se considerarmos que a chamada geração dos "nativos digitais" (pessoas que nasceram no inicio da década de 80) vai representar cerca de 80% da população do Planeta nos próximos 10 anos.
 
Já temos um ótimo exemplo desse potencial que e a Wikipédia, mas vem por ai um monte de projetos do tipo Wolfram, Kumo e quando não, a própria evolução do Google e de agentes como Microsoft pois estamos falando de software. Veja por exemplo, o que a livraria Saraiva esta fazendo com um aplicativo da Microsoft: finalmente, resolvidos alguns mitos da indústria do entretenimento, estamos caminhando a passos largas para um modelo de distribuição “virtual” de áudio e vídeo. Ou seja, alguns negócios conhecidos vão acabar e vão surgir num outro formato: mais ágil, qualitativo e barato.

Voltando a Guerra das Buscas...

O Google esta num outro patamar. Eles atingiram um posicionamento "mental" quando se trata de buscas, que eu acho muito difícil (não impossível, claro...não podemos nos esquecer que eles desbancaram o Yahoo!, que dominou o mercado de buscas ate fins da década de 90) de ser revertido. Recentemente vi um documentário sobre como o Google conduz os seus negócios e, acima de tudo, como ele trabalha as questões de incentivo ao "talento" (que inclusive não para de chegar, uma vez que eles recebem cerca de 700 mil currículos todos os anos, de gente absolutamente brilhante). Fiquei chocado de ver a maneira como eles lidam com a inovação e geração (nascimento, desenvolvimento e extinção de produtos) de soluções de forma continua.
 
Mais uma vez: Wolfram e Kumo (ou Bing) não têm a menor chance, hoje, de encarar o Google de frente. Na verdade a Microsoft ate tentou uma estratégia nesse sentido, na fracassada negociação de aquisição do Yahoo! ha alguns meses atrás.
 
Logo, tem que surgir ferramentas diferentes, ou seja, que fujam dos conceitos semânticos que tem norteado essas ferramentas e, que o Google revolucionou quando desenvolveu seu "algoritmo" especial capas de "ranquear" paginas, sendo este um dos principais diferenciais, mas um dentre os mais de 100 diferentes critérios de relevância que adota (e que muda com muita freqüência) em sua inteligência de buscas.
 
O Wolfram (que mais me parece estar desenvolvendo um "produto" de venda (a ser comprado pelo próprio Google ou Microsoft, se realmente for algo que valha a pena, o que ainda vai levar algum tempinho pra ser confirmado, se e que vai ser...) adota uma abordagem totalmente diferente, comumente chamada cientificamente de "neural" (inteligência artificial) que parte de uma base editorial mesmo onde um volume gigante de conhecimento estruturado (a ser alimentada e expandida) permite associações baseadas na "interpretação" das perguntas feitas pelos usuários do sistema, por um conjunto de ferramentas teoricamente “simples”. Sendo neural, o sistema “aprende” e se aprimora com o uso: isso ate parece uma versão moderna do All de 2001 uma odisséia no espaço (brincadeira...mas isso me veio a mente).
 
Lembro-me de ter conhecido algo nessa mesma linha ha cerca de 11 anos atrás: o nome era web Brain. Fiquei tão encantado que ate comprei o direito de uso (licença) que era pago. Bem, a tecnologia, embora genial e ao mesmo tempo simples, também baseada em "conexões neurais" não caiu nas graças do "povo". Eu ainda uso, mas certamente o "theBrain" não dominou o mundo e nem devera dominar...
 
Já o Wolfram e o Kumo têm tudo a provar enquanto ferramentas, mas uma espinhosa missão se o objetivo for posicionamento mental no monumental segmento de buscas (entenda-se: no gigantesco mercado de publicidade contextual).
 
Veremos...

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